Como quem me conhece sabe, uma das coisas que nunca vou conseguir explicar é a paixão pelo ciclismo de estrada. E hoje tenho vontade de falar sobre o tour, e um twit não chega.
Ontem aconteceu uma coisa estranha - os dois primeiros da volta à França ficaram no mesmo segundo. Numa altura em que o tempo total deve ir em mais de meia dúzia de horas, em que já houve houve dois contra-relógios isto pode parecer estranho, mas faz-me lembrar uma volta a Portugal em que dois homens da Maia-Cin ficaram no mesmo segundo no contra-relógio antes da subida à torre (ainda havia etapa de consagração)... Coisas que ficam na memória, lembro-me bem da emoção na cara do Manuel Zeferino - que logo se foi no dia seguinte quando o José Azevedo teve o seu dia mau (tinha sempre um) na subida à torre... Não me lembro do ano mas foi algo de maravilhoso, numa altura em que a volta ainda era desenhada também para criar emoção e emotividade e não apenas para vender a cidades de Portugal a partida e a chegada como evento mediático com direito a João Baião e tudo.
Mas isto para dizer que aconteceu o melhor que podia ter acontecido à Astana. Não o melhor que podia ter acontecido a Amstrong, que ele pode nunca mais voltar a ter esta oportunidade, mas deixar nas mãos de outra equipa a amarela tira peso de cima, oferece à concorrência a honra de vestir de amarelo por estes dias (+ uns trocos que entram, mais tempo que se fala da equipa... Há que defendê-la) enquanto se poupam esforços para a diabólica terceira semana sem obrigação de marcar o ritmo no início das etapas, sem ter de ir para a frente do pelotão, sem queimar energias desnecessariamente e mantendo o foco naquilo que realmente interessa - a amarela no final das três semanas. Só que o senhor que vai vestir a amarela (poucos duvidam) no final das três semanas vai ser Contador, e para o impacto mediático, para trazer mais público, capas e interessados tinha sido bom o Norte-Americano passear de amarela por uns dias. Claro que assim a Astana pode muito bem poupar-se ao desgaste mediático que seria não proteger o camisola amarela mas sim o chefe de fila, é preciso não esquecer, nem o director desportivo tem de tomar decisões difíceis no actual "real madrid" do ciclismo, nem a já partida equipa se parte ainda mais.
Oh, e nada de passar tardes a assitir aos últimos 100 km. de etapa, para variar. Mas um gajo aguenta (há sempre os resumos ao final do dia :)
08 Julho 2009
27 Junho 2009
LIBERTEM O PACOTE LABORAL!!!!!!!!
Vinha no autocarro a ler tipo o expresso todo tranquilo, que um gajo ao sábado de manhã o que quer é saber o futuro da Gronelândia e os detalhes do novo livro dum jogador da bola dos anos 80. Ya ya ya.
E depois lá pelo meio que tipo os cebola mol apresentar "o fim dos cebola mol" esta semana no casino de Lisboa. OMG OMG OMG NÃO VOU PERDER NÃO POSSOOOOO ISTO VOU TER DE IR VOU TER DE IR!!
Depois lá percebi que é só um cd novo. Ainda vou tentar ir, mas não se trata de algo essencial e fundamental e vital, mas sim, ELES ESTÃO DE VOLTAAAAAAAA!!!
E é tão essencial porque ficou um vazio ali. Podem ter vindo ao de cima irmãos catitas e kalashnikov e come restus e ena pá 2000 mas estes tipos são especiais, não só pela maneira como entram nas personages mas também pela diversidade de estilos que encarnam, pela qualidade das letras, pelo cuidado que colocam em cada referência e em cada detalhe por detrás de toda a anarquia de temas como este libertem o pacote laboral... Às vezes acho que há géneros musicais que por não serem nem populares nem eruditos vêm os seus prencipais nomes ficarem esquecidos e as referências a irem co caralho porque não houve ninguém para cuidar desse património. O comic music é um exemplo.
E depois lá pelo meio que tipo os cebola mol apresentar "o fim dos cebola mol" esta semana no casino de Lisboa. OMG OMG OMG NÃO VOU PERDER NÃO POSSOOOOO ISTO VOU TER DE IR VOU TER DE IR!!
Depois lá percebi que é só um cd novo. Ainda vou tentar ir, mas não se trata de algo essencial e fundamental e vital, mas sim, ELES ESTÃO DE VOLTAAAAAAAA!!!
E é tão essencial porque ficou um vazio ali. Podem ter vindo ao de cima irmãos catitas e kalashnikov e come restus e ena pá 2000 mas estes tipos são especiais, não só pela maneira como entram nas personages mas também pela diversidade de estilos que encarnam, pela qualidade das letras, pelo cuidado que colocam em cada referência e em cada detalhe por detrás de toda a anarquia de temas como este libertem o pacote laboral... Às vezes acho que há géneros musicais que por não serem nem populares nem eruditos vêm os seus prencipais nomes ficarem esquecidos e as referências a irem co caralho porque não houve ninguém para cuidar desse património. O comic music é um exemplo.
19 Junho 2009
Eu vi primeiro
Posso estar muito enganado, mas isto vai ser tipo Susan Boyle. Vai aparecer nos media, reportagens de TV e artigos em jornais. Só acho estranho não haver nada feito sobre esta estória, que às vezes por coisinhas de nada fazem 1313442 artigos bue interessantes (not), e neste caso gastava mesmo de saber algo mais e não o consigo fazer.
Whoever DaWurda is.
Whoever DaWurda is.
18 Junho 2009
martelinho, não corres sais.
Outro dia ia na rua e passou por mim um velho conhecido que disse "então, és vivo?" e eu respondi-lhe "não, vê lá que morri de acidente de automóvel o mês passado" e ele "a sério" e eu "ya..." e ele "tás a gozar comigo" e eu aí parei para pensar.
Tipo isto de estar vivo ou morto é totil importante para mim, a sério. Só que tipo isto depende bué dos referenciais e dos pontos balizadores que norteiam a definição de estar vivo e morto, e o que para mim é estar vivo para as outras pessoas pode ser estar morto.
Estou mais feliz sorridente e bem disposto do que alguma vez estive nos últimos dois anos... A vida não corre perfeita mas com o mindset certo podemos fazer maravilhas, a nível do orgulho próprio (vulgo auto-estima) e da ocupação do tempo, largar hábitos velhos e torturantes... por outro lado isto de colocar o mindset certo porque sabemos que com ele vamos mais longe, somos mais felizes e vivemos com uma paz interior mais verdadeira tem muito que se diga.
Desde logo porque isso é reconhecer que se trata de um mindset, duma lente com que encaramos a realidade e nos obriga a ver as coisas assim. Mas isso faz parte da vida, consciente ou inconscientemente está sempre lá e quem não reconhece que tem uma lente que ajuda a encarar a "realidade" é porque a tem sem dar por isso. E eu acho muito bem, o mindset correcto faz maravilhas - olhem para o Sócrates que só faz merda à quatro anos e com o mindset certo nunca teve problemas com isso: "eu não me engano, eu acredito, confiança, determinação!!!" VAMOSSSSSSSSS. Eu próprio vou encontrando o meu, a cada dia.
Já no estado de auto-consciencialização a que eu me proponho chegar as coisas complicam-se: conjugar uma "lente" positiva confiante e em que a paz de espírito seja elemento chave com o reconhecer de erros, defeitos e aspectos a melhorar é muito difícil - que as avaliações negativas não entrem no ego, que não o destruam de um dia para o outro é uma ciência.
Mas reconhecer o errado até nem é muito complicado. Quando nos questionamos, quando perguntamos a nós mesmos "e porque continuas a fazer isto outra e outra vez", aí estamos a ir de encontro aos limites do humano ao querer consciencializar o dark side, aquela parte de nós que odeia perguntas e quer fugir para a frente mesmo que tenhamos falhado uma bifurcação lá muito atrás e nos recusemos a ir à bifurcação.
Eu falhei a bifurcação lá muito, muito atrás. Agora voltar é muito ridículo, até porque eu sei que lá à frente vou voltar a encarreirar. Tenho a certeza. Mas também sei que vai custar muito mais do que podia ter custado.
Eu estou vivo. Muito. Mais ainda. Só por dizer que ás vezes pareço estar morto, e vou parecer durante uns tempos. Mas entretanto, sem dar por isso, vou estar vivo como nunca.
Esta é beleza daquilo a que chamo mindset.
Tipo isto de estar vivo ou morto é totil importante para mim, a sério. Só que tipo isto depende bué dos referenciais e dos pontos balizadores que norteiam a definição de estar vivo e morto, e o que para mim é estar vivo para as outras pessoas pode ser estar morto.
Estou mais feliz sorridente e bem disposto do que alguma vez estive nos últimos dois anos... A vida não corre perfeita mas com o mindset certo podemos fazer maravilhas, a nível do orgulho próprio (vulgo auto-estima) e da ocupação do tempo, largar hábitos velhos e torturantes... por outro lado isto de colocar o mindset certo porque sabemos que com ele vamos mais longe, somos mais felizes e vivemos com uma paz interior mais verdadeira tem muito que se diga.
Desde logo porque isso é reconhecer que se trata de um mindset, duma lente com que encaramos a realidade e nos obriga a ver as coisas assim. Mas isso faz parte da vida, consciente ou inconscientemente está sempre lá e quem não reconhece que tem uma lente que ajuda a encarar a "realidade" é porque a tem sem dar por isso. E eu acho muito bem, o mindset correcto faz maravilhas - olhem para o Sócrates que só faz merda à quatro anos e com o mindset certo nunca teve problemas com isso: "eu não me engano, eu acredito, confiança, determinação!!!" VAMOSSSSSSSSS. Eu próprio vou encontrando o meu, a cada dia.
Já no estado de auto-consciencialização a que eu me proponho chegar as coisas complicam-se: conjugar uma "lente" positiva confiante e em que a paz de espírito seja elemento chave com o reconhecer de erros, defeitos e aspectos a melhorar é muito difícil - que as avaliações negativas não entrem no ego, que não o destruam de um dia para o outro é uma ciência.
Mas reconhecer o errado até nem é muito complicado. Quando nos questionamos, quando perguntamos a nós mesmos "e porque continuas a fazer isto outra e outra vez", aí estamos a ir de encontro aos limites do humano ao querer consciencializar o dark side, aquela parte de nós que odeia perguntas e quer fugir para a frente mesmo que tenhamos falhado uma bifurcação lá muito atrás e nos recusemos a ir à bifurcação.
Eu falhei a bifurcação lá muito, muito atrás. Agora voltar é muito ridículo, até porque eu sei que lá à frente vou voltar a encarreirar. Tenho a certeza. Mas também sei que vai custar muito mais do que podia ter custado.
Eu estou vivo. Muito. Mais ainda. Só por dizer que ás vezes pareço estar morto, e vou parecer durante uns tempos. Mas entretanto, sem dar por isso, vou estar vivo como nunca.
Esta é beleza daquilo a que chamo mindset.
11 Maio 2009
10 Maio 2009
Os castores pululam paulatinamente
Vim-me embora por comum acordo. Não sei se aguentava mais um ou dois ou seis meses ou um ano a trabalhar num local estupidificante, rodeado por pessoas estúpidas e onde o meu intelecto era subaproveitado. A única razão porque ainda pensei “e se” quando disse “ENTÃO ATÉ SEMPREEEEEEEEE” foi a minha família e os meus amigos e conhecidos e aquela sensação
- E então andas a fazer o quê?
- Olha sou um falhado na vida do caralho e não tenho nada para fazer e um inútil para a sociedade. Falhei completamente enquanto pessoa e não sirvo de exemplo para ninguém.
A sério, passo a vida a pensar que fiquei uns metros aquém do que era suposto em tudo o que fiz e vou fazendo. Quando me basta parar 5 minutos para pensar e chegar à conclusão que tenho a vida toda fodidada é mesmo por ter vergonha disso. Surreal, mas não tanto como os anos que foram precisos para aqui chegar, ao invés dos 5 minutos que era suposto isto ter durado.
Quem nos conhece bem entende sempre.
- E então andas a fazer o quê?
- Olha sou um falhado na vida do caralho e não tenho nada para fazer e um inútil para a sociedade. Falhei completamente enquanto pessoa e não sirvo de exemplo para ninguém.
A sério, passo a vida a pensar que fiquei uns metros aquém do que era suposto em tudo o que fiz e vou fazendo. Quando me basta parar 5 minutos para pensar e chegar à conclusão que tenho a vida toda fodidada é mesmo por ter vergonha disso. Surreal, mas não tanto como os anos que foram precisos para aqui chegar, ao invés dos 5 minutos que era suposto isto ter durado.
Quem nos conhece bem entende sempre.
18 Abril 2009
Opah
e às vezes basta uma frase, tipo solta, do nada, assim só porque sim, para fazer um gajo acreditar pela 12345653414 vez.
Fim de semana para descansar (minis, alguém?), três dias de quase-morte, uma vida para viver =)
Fim de semana para descansar (minis, alguém?), três dias de quase-morte, uma vida para viver =)
14 Abril 2009
Isto não é news dump, mas quase
Tenho passado os últimos dias a actualizar-me de noticias sobre determinadas temáticas em que tenho interesse particular, sendo o mundo dos videojogos um deles. Este video do público tinha-me passado, mas roça o imperdível (para quem segue o tema, claro).
Valha-nos o Reinaldo
E os outros rapazes também, mas isto tem de ser motivo de alegria. Ou devia ser.
13 Abril 2009
Já fazia falta um título com as palavras esquentadores e termoacumuladores
E não, não fui só eu. Viva o Sol!
o arrasto
O arrasto foi uma expressão criada por mim há uns meses atrás para classificar uma chefe. O arrasto é quando as coisas até podem ser feitas, mas sempre de modo reactivo. Quando nos recusamos a lutar pelo quer que seja, quando dizemos que sim a todos os pedidos, quando fica esquecido nos favoritos aquele endereço para quem era suposto ter enviado mais um currículo, quando não convidamos ninguém para um cinema e só vamos se por mero acaso houver um sessão a começar no preciso momento em que estamos em frente a um cinema sem nada para fazer, quando se adiam as decisões, quando "logo se vê é bíblia" e "eu depois trato disso" tora, quando o chão da sala ganha merda de altura, quando o prazo de devolução do livro da biblioteca é ultrapassado em quinze dias. Mas a coisa é que dizemos " eu um dia faço". Que um dia vamos lá. E isto é o verdadeiramente criminoso
Porque quando nos limitamos a não fazer nada - tipo niilismo absoluto em que nos limitamos a dizer "era tão fixe se morresse hoje mas não sou capaz de me matar" - então temos plena consciência da espiral de sucessivos descalabros e destruição maciça, regra geral levado apenas pela certeza de que não há forma de melhorar o estado actual "então olha que se foda tudo e todos e o caralho nem faço a barba nem tomo banho puta que pariu". Mas há um mínimo de consciência - been there, moved somewhere else.
Já quando estamos em estado de arrasto, mentimos. A nós próprios e a quem nos rodeia, e deixamos pessoas penduradas e evitamos os velhos conhecidos no metro (sentamo-nos na carruagem anterior - "hoje não tenho cabeça") e quando eles passam por nós ficamos a olhar (seria mesmo? Nah. Mesmo que fosse já lá vai). Mas acreditamos sempre que vamos fazer. Que vamos mudar. Que algo de melhor vai nascer. Mas, no fundo fundo fundo fundo só queremos que as coisas nos caiam do céu - e não caem, que as coisas acontecem porque tinham de acontecer - e um pensamento positivo ajuda muito mas não basta.
Tenho vontade de dizer been there, moved somewhere else. Mas não tenho a certeza, e acho que grande parte da "ciência" passa por não atirar foguetes antes da festa. Tipo posso ter passado 3 horas de volta da antiga NES a tentar arranjar a coisa mas acabei por não encomendar os livros da amazon porque me faltava um código qualquer de uma cena qualquer bué tipo aleatória. Ou seja, não se ganham etapas ganham-se metas volantes, pontos quentes e sprints especiais.
Um dia vai todo.
Porque quando nos limitamos a não fazer nada - tipo niilismo absoluto em que nos limitamos a dizer "era tão fixe se morresse hoje mas não sou capaz de me matar" - então temos plena consciência da espiral de sucessivos descalabros e destruição maciça, regra geral levado apenas pela certeza de que não há forma de melhorar o estado actual "então olha que se foda tudo e todos e o caralho nem faço a barba nem tomo banho puta que pariu". Mas há um mínimo de consciência - been there, moved somewhere else.
Já quando estamos em estado de arrasto, mentimos. A nós próprios e a quem nos rodeia, e deixamos pessoas penduradas e evitamos os velhos conhecidos no metro (sentamo-nos na carruagem anterior - "hoje não tenho cabeça") e quando eles passam por nós ficamos a olhar (seria mesmo? Nah. Mesmo que fosse já lá vai). Mas acreditamos sempre que vamos fazer. Que vamos mudar. Que algo de melhor vai nascer. Mas, no fundo fundo fundo fundo só queremos que as coisas nos caiam do céu - e não caem, que as coisas acontecem porque tinham de acontecer - e um pensamento positivo ajuda muito mas não basta.
Tenho vontade de dizer been there, moved somewhere else. Mas não tenho a certeza, e acho que grande parte da "ciência" passa por não atirar foguetes antes da festa. Tipo posso ter passado 3 horas de volta da antiga NES a tentar arranjar a coisa mas acabei por não encomendar os livros da amazon porque me faltava um código qualquer de uma cena qualquer bué tipo aleatória. Ou seja, não se ganham etapas ganham-se metas volantes, pontos quentes e sprints especiais.
Um dia vai todo.
12 Abril 2009
Só a mim fodasse
Ora bem,
Adormeci pela manhã e cheguei atrasado ao trabalho. Parei passado pouco tempo para beber um café e comprar uma água de 1,5L. Assim, quando saí para ir até casa reparei que o dinheiro gasto na tal ida ao café me fazia falta para comprar o bilhete de ida, pelo que tinha de levantar dinheiro. Ao chegar à caixa mais próxima reparei
que não tinha bateria no telemóvel, local onde tinha guardado o código do cartão de débito, pelo que voltei à empresa para cravar 2€ à colega de trabalho. 2€ que ela não tinha, nem cartão porque está à espera que lhe enviem um novo para casa. Como último recurso, ela deixou-me meter o meu cartão no seu telemóvel, para eu poder tirar o código do multibanco. Desastre.
Não só foi impossível ligar o telemóvel, como o meu cartão ficou preso no mesmo. Não o conseguimos tirar. Bem, que se lixe, fico sem telemóvel no fim de semana e tenho de cravar ao motorista que me leve - eu pago-lhe mal chegue ao destino... Ele que fique com o meu BI se quizer! Desastre.
Perdi o autocarro. Agora ali estava eu, perdido no meio de Lisboa sem dinheiro para ir até casa nem a certeza de que alguém me esperava no final da viagem - como podia eu avisar quem de direito que não ia chegar entretanto, mas apenas hora e tal depois? Como podia eu garantir ao motorista do próximo autocarro que lhe pagava a viagem no final se ninguém me esperava? Bem, posso sempre pegar nas moedas que tenho e ligar para quem me espera, tenho um dos números decorados. Desastre.
Desligado. É aí que me lembro de ir tentar acertar no código do cartão meio-à-sorte... Claro que falho duas vezes e pronto, decidi ir de novo até à empresa para pensar em soluções (quais soluções?) e descansar um bocado a cabeça.
É aí que me lembro de ir revirar a secretária dos colegas de trabalho, até que encontro um carregador compatível com o meu telefone na secretária da chefe... Já vou conseguir ligar o telemóvel, mas como tenho o cartão preso noutro telemóvel só mesmo com um segundo cartão... E fazer figas de que tenha na memória do telefone os números todos. Nah. Nem um. Desastre.
CARALHO PAH. FODASSE. QUE MAIS? Bem, na verdade nada. De repente ela consegue tirar o meu cartão do telemóvel dela, consigo levantar o dinheiro e ligar para quem de direito. Um segundo e a situação mais bizarra dos últimos 10 dias fica resolvida. Mas eu não me fico. CARALHO!!! Nem por isso.
Toda esta situação deu origem a uma das conversas mais porreiras dos últimos tempos. É incrível como as pessaos de agora e sempre, as pessoas de agora e que estão sempre, que as pessoas com que contamos para tudo e as que não saem do lado (às vezes irritantemente) parecem às vezes fugir às verdades e ficam pela tiradas soltas (profundas, sinceras, mas soltas)... E que as coisas grandes e importantes e que nos comem a cabeça todos os dias e que voltam e voltam se evitam a todo o custo e nem um olhar nos olhos há às vezes, simplesmente porque não, porque já chega ou porque nos olham de cima ou porque nos olham de lado ou porque.
Nah, a culpa é só tua. Mas às vezes um "A CULPA É SÓ TUA FILHO DUMA GRANDE PUTA" vale por mil olhares desencontrados. Por mais simples e sorridente que seja.
Adormeci pela manhã e cheguei atrasado ao trabalho. Parei passado pouco tempo para beber um café e comprar uma água de 1,5L. Assim, quando saí para ir até casa reparei que o dinheiro gasto na tal ida ao café me fazia falta para comprar o bilhete de ida, pelo que tinha de levantar dinheiro. Ao chegar à caixa mais próxima reparei
que não tinha bateria no telemóvel, local onde tinha guardado o código do cartão de débito, pelo que voltei à empresa para cravar 2€ à colega de trabalho. 2€ que ela não tinha, nem cartão porque está à espera que lhe enviem um novo para casa. Como último recurso, ela deixou-me meter o meu cartão no seu telemóvel, para eu poder tirar o código do multibanco. Desastre.
Não só foi impossível ligar o telemóvel, como o meu cartão ficou preso no mesmo. Não o conseguimos tirar. Bem, que se lixe, fico sem telemóvel no fim de semana e tenho de cravar ao motorista que me leve - eu pago-lhe mal chegue ao destino... Ele que fique com o meu BI se quizer! Desastre.
Perdi o autocarro. Agora ali estava eu, perdido no meio de Lisboa sem dinheiro para ir até casa nem a certeza de que alguém me esperava no final da viagem - como podia eu avisar quem de direito que não ia chegar entretanto, mas apenas hora e tal depois? Como podia eu garantir ao motorista do próximo autocarro que lhe pagava a viagem no final se ninguém me esperava? Bem, posso sempre pegar nas moedas que tenho e ligar para quem me espera, tenho um dos números decorados. Desastre.
Desligado. É aí que me lembro de ir tentar acertar no código do cartão meio-à-sorte... Claro que falho duas vezes e pronto, decidi ir de novo até à empresa para pensar em soluções (quais soluções?) e descansar um bocado a cabeça.
É aí que me lembro de ir revirar a secretária dos colegas de trabalho, até que encontro um carregador compatível com o meu telefone na secretária da chefe... Já vou conseguir ligar o telemóvel, mas como tenho o cartão preso noutro telemóvel só mesmo com um segundo cartão... E fazer figas de que tenha na memória do telefone os números todos. Nah. Nem um. Desastre.
CARALHO PAH. FODASSE. QUE MAIS? Bem, na verdade nada. De repente ela consegue tirar o meu cartão do telemóvel dela, consigo levantar o dinheiro e ligar para quem de direito. Um segundo e a situação mais bizarra dos últimos 10 dias fica resolvida. Mas eu não me fico. CARALHO!!! Nem por isso.
Toda esta situação deu origem a uma das conversas mais porreiras dos últimos tempos. É incrível como as pessaos de agora e sempre, as pessoas de agora e que estão sempre, que as pessoas com que contamos para tudo e as que não saem do lado (às vezes irritantemente) parecem às vezes fugir às verdades e ficam pela tiradas soltas (profundas, sinceras, mas soltas)... E que as coisas grandes e importantes e que nos comem a cabeça todos os dias e que voltam e voltam se evitam a todo o custo e nem um olhar nos olhos há às vezes, simplesmente porque não, porque já chega ou porque nos olham de cima ou porque nos olham de lado ou porque.
Nah, a culpa é só tua. Mas às vezes um "A CULPA É SÓ TUA FILHO DUMA GRANDE PUTA" vale por mil olhares desencontrados. Por mais simples e sorridente que seja.
10 Abril 2009
04 Abril 2009
nem isto
nem aquilo.
O fim do mundo não fica ao virar da esquina, pelo menos se depender de mim. Se depender de mim fica lá longe.
E só depende de mim :)
O fim do mundo não fica ao virar da esquina, pelo menos se depender de mim. Se depender de mim fica lá longe.
E só depende de mim :)
03 Abril 2009
nem com a cadeira
Acordo mal disposto. Saio de casa e digo que não. Que vou andar a pé, que vou ao Starbucks e que vou ao CCB. Que vejo uma exposição porque sim só para tirar a cabeça dum sítio qualquer, onde nem sei se quero ir nem estar nem ver. Ver o rio e ver a outra margem, e ver coisas e –mesmo sem vontade – ver pessoas. Sorrir e ser simpático, caras de sempre e de um dia e de nunca e sei lá que caras, sei lá. Só porque não. Só porque é estúpido acordar e estar chateado.
Vamos. Não sei para onde mas vamos, que ir é o importante e o resto logo se vê. Vamos. Até porque sei que sou melhor do que.
Vindo de mim, nada de novo. Mas a frase assassina, no final da noite deixou-me com medo. “Estúpidos dos miúdos que se vão embebedar a uma quinta”. Um crime, um atentado, um horror. “Não disseste isso…”. Disse, disse mesmo. Até eu tenho medo.
Eu não pertenço aí, ou aqui.
Vamos. Não sei para onde mas vamos, que ir é o importante e o resto logo se vê. Vamos. Até porque sei que sou melhor do que.
Vindo de mim, nada de novo. Mas a frase assassina, no final da noite deixou-me com medo. “Estúpidos dos miúdos que se vão embebedar a uma quinta”. Um crime, um atentado, um horror. “Não disseste isso…”. Disse, disse mesmo. Até eu tenho medo.
Eu não pertenço aí, ou aqui.
22 Março 2009
ok, isto aconteceu mesmo, não foi?
António Sala @ festival da canção 1984. Incluí tiradas de fino recorte como "é tempo de sentir a enxada cavar" ou "a vida não se bebe duma vez". OMG OMG OMG.
21 Março 2009
fuck offspring
QUE MERDA É ESTA CARALHO? ISTO É O QUÊ? MAS VAMOS PARA ONDE? JÁ NÃO CHEGA OS GREEN DAY, AGORA ISTO? MAS ISTO É O QUÊ? IDAJF'DVEFJN 03RIWOFEQonq+sd h EDF GR ERGF greg t5ujty sryj grn sn sg
Anticonstituicionalissimamente
"Não vou falar de problemas constitucionais, simplesmente não queria morrer sem escrever "anticonstitucionalissimamente", supostamente a palavra mais longa da língua portuguesa. Vou falar, apenas, do resclado do congresso do PS."
Campos e Cunha, in Público, 21 de Março de 2009
Campos e Cunha, in Público, 21 de Março de 2009
18 Março 2009
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